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DESCOMPASSO ENTRE INCIDÊNCIA E LETALIDADE DA FEBRE AMARELA NO BRASIL: ANÁLISE DA LETALIDADE COMO INDICADOR INDIRETO DA DETECÇÃO DE CASOS (2015-2024)

22 de mai. de 2026 13:00
30m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Vírus e bactérias Dia 1 - 22/05/2026

Palestrante

Dr. Christiane Ricaldoni Giviziez (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí.)

Descrição

A febre amarela é uma arbovirose de elevada gravidade e relevância em saúde pública no Brasil, associada à ocorrência de surtos e elevada letalidade. Apesar da disponibilidade de vacina eficaz e gratuita no âmbito do Sistema Único de Saúde, a persistência de casos e óbitos indica fragilidades na vigilância, especialmente na detecção oportuna de casos leves e moderados. A análise conjunta de incidência e letalidade pode evidenciar inconsistências na sensibilidade do sistema de vigilância, uma vez que a coexistência de baixa incidência com elevada letalidade sugere subdetecção de casos, permitindo utilizar a letalidade como indicador indireto da capacidade de detecção. O objetivo deste estudo foi analisar o descompasso entre incidência e letalidade da febre amarela no Brasil, no período de 2015 a 2024, utilizando a letalidade como indicador indireto da detecção de casos pelo sistema de vigilância epidemiológica. Trata-se de estudo ecológico, descritivo, com abordagem temporal, utilizando dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), disponíveis no DATASUS. Foram analisados casos humanos confirmados de febre amarela no Brasil, agregados por ano de início dos sintomas. Foram calculados o número de casos e óbitos, a taxa de incidência por 100.000 habitantes, utilizando estimativas populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, e a taxa de letalidade. Realizou-se análise descritiva dos indicadores ao
longo do período. Observou-se aumento expressivo de casos entre 2017 e 2018 (1.224 e 1.330 casos), com incidência de 0,59 e 0,63 casos por 100.000 habitantes e redução da letalidade para cerca de 34%. Em contraste, anos com baixa incidência, como 2015 (0,004), 2021 (0,004) e 2023 (0,003), apresentaram elevadas taxas de letalidade, superiores a 50%. Após o período epidêmico, verificou-se redução progressiva da incidência, com valores inferiores a 0,01 a partir de 2020, acompanhada de oscilações na letalidade ao longo da série temporal. Os resultados evidenciam o descompasso entre incidência e letalidade da febre amarela no Brasil, com elevadas taxas de letalidade em períodos de baixa incidência, sugerindo subdetecção de casos leves. A letalidade mostrou-se um indicador indireto útil da sensibilidade da vigilância epidemiológica, reforçando a necessidade de aprimoramento na detecção precoce, qualificação dos sistemas de informação e fortalecimento das ações de vigilância no Sistema Único de Saúde.

Palavras-chave Estudos Ecológicos; Monitoramento Epidemiológico; Sistemas de Informação em Saúde
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Pôster
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Sim
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autor

Dr. Christiane Ricaldoni Giviziez (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí.)

Co-autores

João Victor de Almeida NEVES (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí) Kêmille Katrine SOUZA (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí) Lara Fábya Cruvinel MARTINS (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí) Luarla Lamile de Oliveira GOULART (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí) Luis Eduardo de MOURA (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí) Millena Silva Barbosa dos SANTOS (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí) Renata Pereira MALTA (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí) Renato Arthur Franco RODRIGUES (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí) Nícolas Ventura da Silva MENDES (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí)

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