Palestrante
Descrição
Segundo o Ministério da Saúde do Brasil, a tuberculose(TB) é uma doença infecciosa e transmissível causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, também conhecida como bacilo de Koch. Afeta principalmente os pulmões (forma pulmonar), mas pode atingir outros órgãos e sistemas (forma extrapulmonar), sendo esta mais frequente em pessoas vivendo com HIV/aids, especialmente em casos de imunossupressão. Apesar de ser uma doença antiga, a tuberculose permanece como importante problema de saúde pública. Estima-se que, mundialmente, cerca de 10 milhões de pessoas adoecem anualmente, com mais de um milhão de óbitos. No Brasil, são registrados mais de 84 mil casos novos por ano, com aproximadamente 6 mil mortes.A transmissão ocorre por via respiratória, por meio de aerossóis eliminados ao tossir, falar ou espirrar por indivíduos com tuberculose ativa sem tratamento. Estima-se que uma pessoa infectada possa transmitir a doença para 10 a 15 indivíduos ao longo de um ano. Neste estudo, avaliou-se a tendência temporal da incidência de tuberculose nos estados brasileiros entre 2012 e 2024, utilizando dados organizados por unidade federativa. Os dados foram tratados e convertidos para formato longitudinal, permitindo a construção de séries temporais e visualizações por estado. Inicialmente, aplicaram-se modelos de regressão linear e ARIMA para análise exploratória.Para uma abordagem mais robusta, utilizou-se o modelo de Prais-Winsten, adequado para séries com autocorrelação serial, com transformação logarítmica da incidência. Foram estimados coeficientes de tendência (β), valores de significância (p-valor) e a Variação Percentual Anual (APC), permitindo classificar os estados em aumento, queda ou estabilidade.Observou-se predominância de tendência de aumento da incidência, com destaque para Roraima (APC = 9,5%), Amapá (7,09%) e Mato Grosso do Sul (3,69%), todos com significância estatística. Outros estados, como Acre, Sergipe, Pará, Maranhão e Amazonas, também apresentaram crescimento significativo. Em menor proporção, alguns estados mostraram estabilidade ou redução. Evidenciou-se que a heterogeneidade regional na dinâmica da tuberculose. O modelo de Prais-Winsten mostrou-se adequado para captar tendências ao longo do tempo. Os resultados reforçam a necessidade de estratégias diferenciadas de controle, especialmente em áreas com maior crescimento da incidência, subsidiando o planejamento de políticas públicas de forma regionalizada.
| Palavras-chave | tuberculose; desigualdades regionais; séries temporais; epidemiologia. |
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