19 – 23 de mai. de 2026
UFLA
Fuso horário America/Sao_Paulo

SÉRIE TEMPORAL DE CASOS DE MALÁRIA EM TRABALHADORES DE CAMPO NA REGIÃO DO MATOPIBA ENTRE 2003-2023

23 de mai. de 2026 10:35
20m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Protozoários Dia 2 - 23/05/2026

Palestrante

Hoxana Kattah (UFLA)

Descrição

A malária é uma enfermidade endêmica na Amazônia Brasileira, com ocorrência em outras regiões associada à mobilidade populacional e a alterações ambientais. Nesse contexto, a região do MATOPIBA, composta por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, tem passado por intensa expansão agrícola e mudanças no uso do solo, fatores que podem influenciar a dinâmica de transmissão. Este estudo teve como objetivo avaliar a correlação temporal da frequência absoluta de casos de malária na região, entre 2003 e 2023, por meio de análise de séries temporais por estado.
Trata-se de um estudo com dados secundários de indivíduos do sexo masculino, entre 15 e 60 anos, com foco em trabalhadores rurais. As análises foram realizadas no software Gretl, utilizando dados do SIVEP-Malária (DATASUS: 2003–2011; Painel do Ministério da Saúde: 2012–2023) e do SINAN (2003–2023).
No Maranhão, observaram-se divergências entre as bases, exigindo análise separada: entre 2003 e 2011, identificou-se tendência crescente de 1,52 casos/ano, com melhor ajuste pelo modelo ARIMA (6,0,0); entre 2012 e 2023, verificou-se correlação significativa com o tempo e tendência de redução de 32,21 casos, ajustada pelo modelo ARIMA (2,3,0,2). Para Tocantins, a série única (2003–2023) não apresentou tendência significativa, com média de 3 casos/ano e pico em 2017 (18 casos). No Piauí, não houve sazonalidade, porém foram identificados quatro pontos de intervenção (junho/julho de 2004, julho de 2005, julho de 2010 e abril de 2011), com aumentos de 14, 9, 10 e 5 casos em relação à média, respectivamente; o modelo ajustado foi ARIMA (1,3,1), sem tendência significativa. Na Bahia, também não foi observada sazonalidade significativa, mas identificou-se discreta tendência de redução de 0,009 casos/mês, ajustada pelo modelo ARIMA (1,1,0), além de quatro pontos de intervenção (julho de 2003, maio de 2010, janeiro/fevereiro de 2018 e junho/julho de 2021), com incrementos de 21, 8, 15 e 2 casos, respectivamente.
Os resultados indicam um padrão heterogêneo e ausência de tendência temporal consistente na região, sugerindo um perfil de risco intermitente associado a fatores locais e à exposição ocupacional.

Palavras-chave ARIMA; Epidemiologia; Fronteira agrícola; SINAN; SIVEP
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Pôster
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Não
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autor

Hoxana Kattah (UFLA)

Co-autores

Ana Paula Tavares Pereira (UFLA) Sra. Grazielle Marques Carvalho de Souza Maria Natália Costa e Silva (UFLA) Thelma Safadi (UFLA) Christiane Maria Barcellos Magalhães da Rocha (UFLA) Sra. Ana Paula Guimarães Gonçalves Srta. Cristiane Aparecida Moreira Mesquita Stela Márcia Pereira Dourado (UFLA)

Materiais de apresentação

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