19 – 23 de mai. de 2026
UFLA
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PERCEPÇÃO DOS AGENTES DE COMBATE A ENDEMIAS ACERCA DA VIGILÂNCIA ATIVA E DA VIGILÂNCIA COM PARTICIPAÇÃO POPULAR DA DOENÇA DE CHAGAS EM MUNICÍPIOS DA SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE SAÚDE DE JUIZ DE FORA, MINAS GERAIS

23 de mai. de 2026 13:30
30m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Protozoários Dia 2 - 23/05/2026

Palestrante

Millena Vieira Simões de Freitas (IRR/Fiocruz Minas)

Descrição

O estudo teve como objetivo apreender a percepção e o conhecimento dos Agentes de Combate a Endemias (ACEs) sobre os serviços e ações de vigilância entomológica da doença de Chagas (DC), com ênfase na vigilância com participação popular. Foram enviados questionários semiestruturados on-line, via e-mail, aos 398 ACEs pertencentes aos 37 municípios da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Juiz de Fora, área classificada como de baixo risco de reinfestação domiciliar de triatomíneos nas unidades domiciliares (UDs). O questionário continha 26 perguntas distribuídas em três eixos estruturantes: perfil sociodemográfico; doença de Chagas (DC) e vetores; e vigilância com participação popular. Houve um retorno de 24,6% dos questionários (n=98) de ACEs de 33 municípios. Quanto à escolaridade dos profissionais, 43,1% possuíam ensino médio completo e 30,6% ensino superior completo. Dentre eles, 27,6% afirmaram trabalhar ou já terem trabalhado com as ações de controle da DC. Destes, 33,3% possuíam entre 1 e 5 anos de experiência; 22,2% possuíam entre 5 e 10 anos; e 18,5% menos de 1 ano de experiência. As atividades desenvolvidas nos territórios e mais apontadas pelos ACEs foram educação em saúde (44,9%), pesquisa de triatomíneos nas UDs (19,4%), visita aos PITs (18,4%), borrifação das UDs (17,3%) e atendimento de notificações de insetos suspeitos de serem triatomíneos (16,3%). Todavia, 87,8% afirmaram nunca ter recebido capacitação para atuarem nessas ações. Os ACEs expressaram um bom conhecimento acerca da DC e seus vetores. Ademais, 31,6% conheciam o que era PIT e sua função e 46,6% compreendiam corretamente o conceito de vigilância popular. Em relação à existência de PITs, 43,9% afirmaram não possuir PITs instalados e 58,2% apontaram a necessidade de instalação de novos PITs. Para os participantes, os principais fatores facilitadores para a manutenção dos PITs eram: promoção da educação em saúde voltada à população (31,6%), ocorrência de triatomíneo (13,3%), engajamento popular e articulação com a vigilância em saúde (12,2%). Em contrapartida, a falta desses elementos foi citada como determinante para a inoperância dos PITs, além de serem justificativas para o baixo engajamento popular. Os dados evidenciaram a necessidade de aprimoramento organizacional da vigilância entomológica da DC, com enfoque na educação em saúde e incentivo à participação popular, visando à reestruturação e sustentabilidade da estratégia de vigilância baseada no uso dos PITs.

Palavras-chave Educação em saúde, Vigilância entomológica, Triatomíneos
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Apresentação Oral
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Sim
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autor

Millena Vieira Simões de Freitas (IRR/Fiocruz Minas)

Co-autores

Dr. João Victor Leite Dias (CTCM/UFVJM) Dr. João Paulo dos Santos (IRR/Fiocruz Minas) Raquel Aparecida Ferreira (IRR/Fiocruz Minas)

Materiais de apresentação

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